O jornal O Estado de São Paulo divulgou dados de que o Instituto Vida Renovada (IVR), ligado à Assembleia de Deus dos Últimos Dias (ADUD), recebeu desde 2006 verbas federais que somam R$1,9 milhão. A reportagem relata que o senador Francisco Dornelles (PP-RJ) assinou emendas que somam R$2,6 milhões. Deste valor apenas R$1,2 milhão foram pagos.
Os dados foram coletados pelo Estadão pelo Sistema Integrado de Administração Financeira (siafi). Questionado sobre as emendas, o senador disse que o trabalho da associação não pode ser prejudicado pelas denúncias contra o líder da igreja, o pastor Marcos Pereira.
Os repasses de dinheiro assinados por Dornelles foram entregues pela Secretaria de Direitos Humanos do Rio nos anos de 2007, 2009 e 2011. O Fundo Nacional de Saúde também já investiu no IVR destinando R$770 mil em 2006.
Do valor que não foi entregue, R$1 milhão seria dado pelo Fundo Nacional Antidrogas para um projeto da ONG que iria forma 2.880 multiplicadores sociais que atuariam na prevenção ao uso e abuso de drogas. Outros R$397 mil seriam para “implantar o Centro de Direitos Humanos no Instituto Vida Renovada (…)”. Os dois recursos foram assinados por Dornelles.
“A ADUD faz um trabalho muito grande na recuperação de drogados. Acho que as denúncias têm que ser pesquisadas a fundo, é inconcebível que uma pessoa utilize a religião para essas práticas de que ele está sendo acusado”, disse o senador.
Marcos Pereira foi preso em 7 de maio por duas investigações sobre abuso sexual. Mulheres que frequentaram a ADUD denunciaram que foram estupradas pelo líder religioso. A defesa do pastor nega as acusações e diz que há perseguição política.
“A instituição me pareceu séria e incluí (na lista de emendas), como incluo várias outras, inclusive católicas. Agora, não pode matar a instituição”, disse Dornelles que pede aos órgãos competentes que investiguem a fundo as acusações contra o religioso. G. Prime.

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