Em meio aos
debates sobre a permanência do deputado Marco Feliciano (PSC-SP) na
presidência da Comissão de Direitos Humanos da Câmara, começa a
repercutir na internet vídeos em que o pastor "justifica" a morte de
artistas, como John Lennon e dos integrantes do grupo Mamonas
Assassinas. "Ninguém afronta Deus e sobrevive pra debochar!", disse
Feliciano sobre o ex-integrante dos Beatles, morto a tiros em 1980.
Os vídeos foram postados nesse domingo, 7, mas as imagens
de um culto religioso são mais antigas. Não é possível identificar a
data da gravação. Durante sua fala, o pastor lembrou a polêmica frase de
Lennon, dita na década de 1960 em uma entrevista, de que a banda era
mais famosa que Jesus Cristo. "Passou algum tempo depois dessa
declaração, está ele [John Lennon] dentro do apartamento, quando abre a
porta e escuta alguém chamar pelo nome. Ele vira e é alvejado com 3
tiros no peito", disse Feliciano. O Estado tentou sem sucesso contato
com o gabinete e com a assessoria do deputado para comentar as imagens.A declaração
de Lennon rendeu críticas aos músicos na época. Tempos depois Lennon se
desculpou e disse ter sido mal interpretado. No vídeo, já com quase 61
mil visualizações, o pastor concluiu: "Eu queria estar lá no dia que
descobriram o corpo dele. Ia tirar o pano de cima e dizer: ‘Me perdoe
John, mas esse primeiro tiro é em no do Pai, esse é em nome do Filho e
esse em nome do Espírito Santo'".
Desde que o deputado assumiu a presidência da Comissão de Direitos Humanos, diversas frases polêmicas atribuídas a ele ganharam destaque. Algumas delas são usadas por ativistas como argumento para pedir sua renúncia do cargo por serem consideradas racistas e homofóbicas. Em declarações recentes, Feliciano afirmou que não pretende deixar o comando da comissão.
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