A escritora norte-americana Crystal McVea, que alega ter tido uma
experiência real com Deus durante um estado de coma profundo, chegando a
beirar a morte, relatou sua história numa entrevista dada ao programa
de TV Fox and Friends, na última terça-feira.
Crystal afirmou que nessa experiência, viu, ouviu, falou e até
cheirou Deus, e que esse episódio, ocorrido em 2009, renovou sua fé
cristã: “Eu vi anjos, eu vi Deus, e eu caí de joelhos na frente dEle”,
disse Crystal.
Perguntada pela apresentadora Gretchen Carlson sobre como descreveria
Deus, Crystal afirmou que “palavras humanas não seriam capazes” de
ilustrar sua experiência, mas que poderia resumir dizendo que Deus era
“um imenso brilho” possível de ser sentido: “Um brilho que eu podia
sentir, saborear, tocar, ouvir, cheirar, e que se fundiu a mim. Não era
como se eu tivesse cinco sentidos, mas era como eu tivesse quinhentos
sentidos”, disse a escritora.
Ela ainda afirmou que durante esses momentos, Deus havia questionado
se ela desejava retornar à Terra, mas ela respondeu que não, as duas
vezes, e observou o impacto que isso teve nela como pessoa: “Toda a
minha vida, eu fui cética [...] Fechar os olhos e ao abri-los, estar na
frente do criador, não só do universo, mas de mim… Eu não queria mais
sair de lá”.
Crystal relatou ainda que apesar de se recusar a voltar, Deus a
mandou de volta para seu corpo após tê-la “libertado” de sua vergonha e
culpa.
Segundo a Scientific American, 3% dos norte-americanos afirmam terem
tido uma experiência de quase morte . De acordo com os relatos, estes
eventos podem ser acompanhados por uma experiência fora do corpo, como
uma luz no fim do túnel, ou algo semelhante. Porém, o neurocientista
Dean Mobbs, da Universidade de Medicina de Cambridge, afirma que “muitos
dos fenômenos associados com experiências de quase morte podem ter
explicações biológicas”, podendo ser resultado da liberação de enzimas
no cérebro.
Por Tiago Chagas

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