
A AGO definirá o próximo presidente da convenção assembleiana, e
disputam a eleição o pastor José Wellington Bezerra da Costa, que busca a
reeleição; o pastor Samuel Câmara, que se apresenta como o principal
oponente de José Wellington; e outros pastores de menor expressão no
cenário nacional das Assembleias de Deus.
Segundo o jornalista Felipe Patury, da revista Época, essa é a
primeira vez que há uma disputa acirrada pelo cargo desde que José
Wellington chegou ao poder: “Na eleição, devem votar 25 a 30 mil
pastores. Há denúncias de irregularidades nas inscrições para o colégio
eleitoral. Uma comissão analisa o caso”, escreveu o jornalista em sua
coluna no site da revista.
As inscrições foram encerradas no dia 28 de dezembro de 2012, e os
pastores inscritos poderão obter informações sobre locais de votação e
sobre as 126 sessões eleitorais acessando este link.
No vídeo abaixo, é possível assistir a um tutorial em que o pastor
Luiz Carlos Lorenzetti explica como funciona o processo eleitoral da
CGADB e a votação durante a AGO, que será manual.
Assista:
Caso seja filiado e estiver inscrito para a 41ª AGO, você pode consultar sua inscrição acessando o sistema de consulta da CGADB neste link.
Pastor José Wellington
Aos 78 anos, o atual presidente da CGADB lidera a Assembleia de Deus Ministério do Belém (SP), e está próximo de completar 30 anos no cargo. Em 1989, José Wellington renunciou à presidência para poder disputar o cargo novamente na AGO seguinte, e o fato foi visto por muitos como uma forma de burlar o regulamento em vigência à época.
Recentemente, seu principal crítico comentou o episódio e afirmou que José Wellington se manteve no cargo às custas de alterações diversas no estatuto da convenção: “Pela primeira vez na história da CGADB, um presidente renunciou ao cargo numa manobra para burlar a proibição estatutária que vetava a reeleição. Três meses depois, ele mesmo estava concorrendo à reeleição em São Paulo. Daí, ficou fácil ferir a história, reformar várias vezes o Estatuto para ficar no poder até hoje e ainda estar buscando se reeleger pela 11ª vez”, disse Samuel Câmara.
A Redação do Gospel+ entrou em contato com a assessoria de imprensa de José Wellington para solicitar uma lista com as propostas do pastor para um eventual novo mandato, porém não obtivemos resposta até o fechamento desta matéria. No vídeo abaixo, o pastor deixou uma mensagem aos eleitores:
A chapa de José Wellington chama-se “Amigos do Presidente”, e é
formada por aliados políticos na CGADB que querem a reeleição do pastor.
Saiba mais sobre o atual presidente da CGADB acessando josewellington.com. Veja abaixo, os nomes dos integrantes da chapa:
Pastor Samuel Câmara
Líder da Assembleia de Deus de Belém do Pará, disputa novamente a
eleição para presidente da CGADB, e apresenta-se como o principal
adversário político de José Wellington, e lançou durante o ano de 2012,
um livreto em que listou suas propostas para a convenção assembleiana.
Câmara afirmou à época do lançamento que o livreto era de leitura
obrigatória para os pastores assembleianos que votarão nesta edição da
AGO.
Câmara propõe que haja rotatividade dos presidentes da CGADB, de
forma a permitir “a vitalidade, a renovação e a integração nacional”,
para segundo ele, permitir o surgimento de novas ideias e líderes: “A
História nos ensina que a permanência no poder de um único líder por
muito tempo destrói a liderança das gerações seguintes”, afirmou.
Entre as demais propostas, estão a criação de uma rede de rádio e TV
próprias da Assembleia de Deus no Brasil; expandir a evangelização no
Brasil e no mundo com novas estratégias; descentralizar a administração
da CGADB montando um escritório em cada estado; transformar a Faculdade
da Assembleia de Deus num centro de excelência em consultoria e
assessoria às Igrejas e convenções; entre outras que podem ser
consultadas no livreto. Para baixá-lo, clique aqui. Saiba mais sobre o candidato acessando pastorsamuelcamara.com.br.
A chapa formada pela candidatura do pastor Samuel Câmara à
presidência chama-se “CGADB para Todos”, e conta com os seguintes nomes:
Disputas Judiciais
No início de 2013, o pastor José Wellington convocou uma reunião com a
presença dos pastores Samuel Câmara, Ivan Pereira Bastos, Sóstenes
Apolos da Silva e Jonatas Câmara para responderem às acusações de quebra
de decoro durante a Assembleia Geral Extraordinária (AGE) que tratou da
reforma do Estatuto da Convenção Geral, em abril de 2012 na cidade de
Maceió-AL.
Segundo Sóstenes Apolos, a intenção de José Wellington era que a Mesa
Diretora da CGADB os excluíssem da eleição que será realizada nos
próximos dias, e classificou a iniciativa como “tentativa” de frear a
candidatura de Samuel Câmara.
A chapa “CGADB para Todos”, liderada por Câmara, entrou com uma ação
liminar na Justiça, pedindo a suspensão da convocação feita por
Wellington, postergando-a para após o encerramento da AGO, que acaba no
dia 12 de abril. A íntegra da liminar pode ser conferida neste link.
“A CGADB recebeu a citação da liminar suspendendo o processo de
disciplina contra eles e garantindo que os quatro poderão ser candidatos
normalmente em abril deste ano”, afirmou o pastor Sóstenes.
De acordo com o jornalista Felipe Patury, colunista do site da
revista Época, recentemente o pastor Câmara moveu uma ação para garantir
que as informações relativas aos incritos fossem divulgadas.
“O pastor Samuel Câmara obteve no Pará uma liminar determinando a
abertura dos dados relativos às inscrições dos 22 mil pastores que
votarão na eleição, marcada para o início de abril. Câmara quer saber se
todos pagaram o registro cobrado dos eleitores. Enquanto o presidente
da Convenção, José Wellington, que tenta mais um mandato, cassava a
decisão no tribunal do Pará, Câmara ganhou a causa no mérito”, noticiou o
jornalista.
Diversas outras disputas judiciais relacionadas aos pastores Samuel Câmara e José Wellington e a própria CGADB estão tramitando.
O resultado da eleição deverá ser divulgado pela CGADB antes do final
da AGO, pondo fim à uma disputa que se estende há pelo menos um ano,
quando as movimentações políticas internas das Assembleias de Deus
começaram a tomar corpo.
Por Tiago Chagas
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