O pastor Silas Malafaia escreveu um artigo para explicar a ligação
entre evangélicos e a mídia e assim mostrar aos críticos o que o faz
aceitar convites em programas seculares.
O apresentador do programa Vitória em Cristo conta que já trabalha
na TV há muitos anos e que sabe usar este espaço para levar a mensagem
de Deus e as verdades da Bíblia, aprendendo ao longo desses anos que não
é o veículo que é de Deus ou do diabo, mas sim quem o usa.
“Um
automóvel conduzido por uma família é bênção. Um automóvel conduzido por
bandidos para um assalto é instrumento do diabo. Logo, a questão é:
quem usa determina o seu fim”, diz.
Ao falar sobre como a mídia
brasileira tem usado sua programação, Malafaia cita a questão do
homossexualismo dizendo que há muitos profissionais gays nas emissoras.
Ele cita também o programa Fantástico da Rede Globo que defende a
bandeira da aprovação do casamento entre pessoas do mesmo sexo apoiando a
cantora Daniela Mercury que assumiu um relacionamento com outra mulher.
Mesmo
sabendo que a emissora apoia a causa gay, o pastor Silas Malafaia não
deixa de dar entrevistas ao canal porque acredita que será luz naquele
lugar.
“Eu só não prego no inferno porque não tem salvação para o
diabo e seus demônios. Mas, se um programa de TV me convidar, por mais
pecador que ele seja e independente da emissora, estarei lá. A luz só
pode brilhar no meio das trevas”.
Leia na íntegra:
Como
todos sabem, eu pertenço a uma tradicional família de pastores das
Assembleias de Deus. Meu pai tem 92 anos de idade e ainda é pastor.
Quando nasci, ele já era evangélico há 17 anos. Hoje, eu tenho 54 anos
de idade e sou pastor há mais de 30. Percebam, então, que passei toda a
minha vida dentro da igreja.
O que vou falar aqui, muita
gente, que hoje é evangélica, não tem ideia. Fico rindo daqueles que me
criticam hoje, porque ou eram crianças ou ainda não tinham nascido
quando eu já fazia confrontação em meu programa de TV desde o seu
início, há mais de três décadas.
Vamos aos fatos:
Durante
a minha infância e adolescência ouvi muitos pastores e líderes dizerem a
seguinte frase: “A televisão e a política pertencem ao diabo”. Quando
homens de Deus profetizam isso, estão entregando ao diabo aquilo que ele
só pode ter se dermos legalidade. O resultado desse profetismo
catastrófico, e aqui eu vou ater-me à questão da TV, é que o diabo
“deita e rola” na mídia brasileira.
Para vocês terem uma
ideia, a TV mais cara do mundo para a pregação do evangelho é a
brasileira. Pagamos 20 vezes mais para veicular programa no Brasil em
rede nacional do que para transmitir a partir dos EUA programas para
mais de 200 nações. Além disso, por causa desse profetismo catastrófico,
as emissoras estão infestadas de gays. Diretores, produtores, autores
de novelas, cenógrafos, entre outros, em sua maioria, são gays.
O
que precisamos aprender é que a televisão não é de Deus nem do diabo;
depende de quem a usa. Esse princípio serve para muitas coisas. Um
automóvel conduzido por uma família é bênção. Um automóvel conduzido por
bandidos para um assalto é instrumento do diabo. Logo, a questão é:
quem usa determina o seu fim.
Quando um programa de TV
prega o evangelho, preserva os princípios que Deus estabeleceu para o
homem. A TV é um instrumento de Deus. Mas, quando uma programação
deturpa os princípios de Deus e leva o homem ao pecado, é um instrumento
do diabo.
Precisamos usar de sabedoria, inteligência e
estratégia neste momento. Devemos ser veementes e usar todos os meios
legais e pacíficos para protestar, questionar, exercer nossa opinião,
assim como tenho feito. Entretanto, se radicalizarmos ao ponto de
dizermos que nenhum pastor ou cantor deva dar entrevista ou participar
de programas da Rede Globo, estaremos reafirmando com essa atitude que
aquilo tudo é do diabo e não temos a capacidade de interferir.
Pergunto:
por um acaso a Band, o SBT, a CNT, a Rede TV e a própria Record, que
foi comprada por meio de dízimos e ofertas, pertencem a Deus? Como
disse, quem usa é que determina se o instrumento é de Deus ou do diabo.
Agora mesmo todos nós fizemos um protesto veemente contra o absurdo do
programa Fantástico, da Rede Globo, ao promover a causa gay querendo
“fazer a cabeça” do brasileiro. Esse é o jogo para aceitar o casamento
gay.
Eu só não prego no inferno porque não tem salvação
para o diabo e seus demônios. Mas, se um programa de TV me convidar, por
mais pecador que ele seja e independente da emissora, estarei lá. A luz
só pode brilhar no meio das trevas. Todas as emissoras de TV neste país
têm programas que afrontam os princípios em que cremos. Por isso quero
reafirmar mais uma vez que o nosso papel é protestar, confrontar,
denunciar, mas jamais “fechar a porta” numa emissora. Não podemos usar
estratégia ignorante.
Como todos sabem, não sou o único,
mas sou um dos mais veementes em confrontar toda essa podridão. Vocês
não tem ideia do preço que pago. As nossas armas são a fé, a oração, o
jejum, a Palavra de Deus e o exercício legal da nossa cidadania.
Deus abençoe você, sua família e o Brasil.
Silas Malafaia

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