
Já estamos vivendo os 31 anos de congresso de missões que os Gideões
Missionários realizam no Brasil, em Camboriú, SC, a Capital Nacional de
Missões.
A cada evento que realizamos, temos certeza de que o Reino de Deus
está sendo divulgado com mais rapidez. Acreditamos nisso porque a cada
ano que passa, mais pessoas se interessam pela divulgação do Evangelho. E
assim conseguimos chegar cada vez mais longe, ajudando a suprir as
necessidades espirituais de povos que vivem em completa escuridão
espiritual.
A maioria desses povos alcançados é os mais pobres e miseráveis do
mundo, onde não existem grandes ou médios pregadores. São regiões,
países ou até mesmo continentes onde pregar o evangelho é correr risco
de morte. Não é novidade para ninguém que ainda existem lugares onde o
evangelho é reprimido e a maioria deles são os asiáticos, como: Butão,
China, Irã, Coréia do Norte, Laos, Maldivas, Mianmar, Paquistão, Arábia
Saudita, Sudão, Turcomenistão e Iêmen. As limitações à liberdade
religiosa são apenas fictícias, a violência e intolerância social acabam
se transformando em conflitos locais.
Na China, as religiões que recebem ajuda, financiamento e apoio são o
confucionismo (uma doutrina moral, mais que uma religião), o budismo e o
taoísmo. Mas o evangelho é totalmente proibido, e por incrível que
pareça, os cristãos ainda são assassinados, sem fazerem nada de errado.
Uma situação de discriminação religiosa se encontra também no Irã, onde o
Islã xiita se identifica com a estrutura do Estado e se, por ventura,
for descoberta alguma igreja ou até mesmo alguma casa de oração, os
mesmos são condenados a prisão ou morte.
Não é por outro motivo que nós realizamos este grande evento
anualmente para conscientização missionária. Nós já estamos em muitos
lugares proibidos, como mencionei no texto acima, e usamos métodos para,
de uma forma ou de outra, anunciar a vinda de Jesus, mesmo correndo
risco de morte. Na Índia e na China, por exemplo, mantemos escolas de
inglês, ensinamos crianças e ao mesmo tempo pregamos o evangelho para
que possam crescer com um conceito cristão.
Recordo-me de que, em uma de minhas viagens missionárias juntamente
com o Pr. Cesino Bernardino, no deserto do Peru, ele me disse: "Ivandro,
não podemos parar, o momento ainda não chegou". Então, ali mesmo,
dentro de um velho ônibus, ele disse em voz alta: "A colheita ainda não
acabou, precisamos prosseguir." No mesmo instante, ele comentou que Deus
havia lhe dado o tema do 31º Congresso dos Gideões.
É exatamente por isso, e não por outro motivo, que acontece
anualmente esse grande evento missionário em Camboriú. Ele serve para
conscientizar o Brasil e o mundo de que é preciso seguir avante. Quando
eu estava criando esse cartaz, pude seguir exatamente a visão do Pr.
Cesino, quando Deus lhe mostrara o dia findando, o sol se pondo e, mesmo
assim, os trabalhadores não recuavam, pois sabiam que precisavam
terminar a grande colheita. Francamente, eu creio que todos nós somos
esses ceifeiros da última hora, e o que estamos colhendo são as almas
perdidas. Essa é a nossa enorme responsabilidade.
Quero dizer mais uma vez que depende muito de nós, somos nós que
precisamos dar o primeiro passo para que os que ainda estão de fora
sintam a mesma necessidade de também fazer missões.
Com certeza nossa pequena cidade, mais uma vez, estará com seus
braços abertos, esperando esse povo maravilhoso que tem ouvido os
clamores dos milhares que se perdem eternamente a cada dia. Deus ainda
acredita no homem, e nós somos esses homens e mulheres que temos esse
crédito. Una-se a nós mais uma vez para que juntos possamos ser os
ceifeiros; o campo está branco e pronto para a grande colheita.
Os maiores nomes do cenário evangélico estarão pregando e cantando
durante estes dias em nossa cidade e, com certeza, os nomes que ainda
são desconhecidos das manchetes mundiais estarão, mais uma vez, bradando
com júbilo que “só Jeová é o Senhor de todas as Nações”.
Sejam bem-vindos, gideonitas.
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