Um jogo de computador para treinar capelães militares foi alvo de
protestos e considerado “uma ferramenta de coerção” dos cristãos
fundamentalistas entre os militares dos EUA.
O jogo na verdade é
um simulador, chamado de “Spiritual Triage”, desenvolvido pelo Centro de
Simulação e Tecnologia de Treinamento do Exército. O Triage é uma
ferramenta que permitiria que os capelães visualizassem situações onde
há muitas vítimas fatais, simulando como devem ser tratados os soldados
que morrem em batalha.
A proposta era ajudar os capelães a saber
como lidar com situações altamente estressantes, sem que para isso
precisassem lidar com mortes de verdade.
Contudo, Mikey Weinstein,
da Fundação Pela Liberdade Religiosa das Forças Armadas, disse que vai
entrar com uma ação federal para impedir que o jogo seja usado de fato.
Seu argumento é que o investimento de dinheiro público no jogo viola a
separação de igreja e estado. O exército americano conseguiu
recentemente que homossexuais fossem aceitos nas tropas sem ter de
passar por constrangimentos por causa de sua opção sexual.
Weinstein,
oficial da Força Aérea dos EUA, há muito tem lutado contra o que muitos
veem como “um grande esforço dos fundamentalistas cristãos para impor
seus valores sobre os militares dos EUA”. Ele já conseguiu no passado
que o exército americano parasse de usar aviões oficiais para levar
Bíblias até o Afeganistão onde eram distribuídas.
Mas há cristãos
que questionam a validade de um jogo de computador no treinamento
militar-religioso. Um ex-capelão militar disse acreditar que “pastores
devem estabelecer uma relação pessoal com as pessoas que cuidam. Uma
relação pessoal com a vida, o fôlego e a dor de seres humanos”.
Para o Exército dos EUA eles são convenientes, e acima de tudo, mais baratos do que o treinamento ao vivo. OS militares já usam jogos
de computador para tudo, desde táticas de equipe até treinamento
linguístico, passando por simulações de batalhas. Na verdade, o Triage é
uma adaptação de um conjunto de treinamentos já usados pelos médicos do
Exército.
No entanto, a verdadeira questão por trás do uso do
programa é na verdade o que representam os capelães militares. Weinstein
e muitos outros alegam que não é correto favorecer uma religião
específica, embora a imensa maioria dos capelães seja cristão.
Historicamente,
existe sobre o governo americano como um todo a influência da chamada
“teologia dominionista”, a qual defende que os EUA são uma nação cristã e
uma espécie de “braço armado” de Deus na terra. Com informações Forbes e Cristianos.

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