Preso no Irã desde julho de 2012, o pastor Saeed Abedini escreveu uma
carta para sua esposa, a americana Naghmeh, relatando o que tem vivido
na cadeia. Seu testemunho mostra a coragem de quem resolveu viver para
expandir a palavra de Deus na Terra, motivo que o levou à prisão.
O que Abedini conta é que tem vivido dias difíceis, já que a cada dia
as autoridades lhe dizem uma coisa. Tem dias em que ele é ameaçado de
enforcamento, em outros é tratado bem e recebe promessas de liberdade.
“Este é o processo na minha vida hoje: um dia me disseram que eu ia
ser liberado e autorizado a ver os meus filhos no Natal (o que era
mentira) e no dia seguinte me disseram que eu seria pendurado por minha
fé em Jesus.”
O pastor escreve dizendo que enxerga essa provação como um processo
que vai fazer com que ele fique ainda mais forte. “Esses frios e quentes
apenas me tornam um homem de aço para avançar na expansão do Seu
Reino”.
Uma igreja Assembleia de Deus dos Estados Unidos publicou esta carta
onde Saeed também relata que tem sofrido tortura por ter uma luz muito
forte acessa sobre ele constantemente. Nos relatos feitos por ele, o
Centro Americano para Lei e Justiça (ACLJ – sigla em inglês), que está
acompanhando o caso de perto, percebe que os direitos humanos não estão
sendo respeitados e por este motivo eles criticam o governo americano
por não estar agindo no caso.
“O Departamento do Estado dos EUA tem feito muito pouco para ajudar
este cidadão dos EUA”, disse o diretor da ACLJ, Jordan Sekulow. Saeed
Abedini é iraniano, mas está casado com uma mulher americana conseguindo
assim a cidadania daquele país.
A ACLJ teme pela vida desse jovem pastor de 32 anos que pode ser
julgado pelo juiz Pir-Abassi, considerado como um dos notórios “juízes
de enforcamento”. Abassi já julgou muitos casos contra ativistas dos
direitos humanos sempre condenando a prisão perpétua ou entregando penas
de mortes.Com informações Christian Post.

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